
Brasília — InkDesign News — Aos 46 anos, Gisele Camillo realiza seu sonho de infância ao tornar-se bailarina. Diagnosticada com baixa visão desde o nascimento, sua jornada na dança foi marcada por desafios, mas também por uma incrível superação e determinação.
Contexto e objetivos
O projeto da Cia de Ballet de Cegos, fundada em 1995 por Fernanda Bianchini, visa promover a inclusão de pessoas com deficiência visual no mundo da dança. Atualmente, cerca de 200 alunos compõem a companhia, sendo 60% com algum grau de deficiência visual. O objetivo é não apenas ensinar balé, mas também proporcionar um espaço onde esses indivíduos possam expressar sua arte e potencial.
Metodologia e resultados
Gisele, que passou a utilizar um cão-guia recentemente, descreve a adaptação ao novo método de vida como transformadora. “Na segunda semana de treinamento, conversei com o instrutor e contei que achava que não daria conta. Mas ele disse que eu estava indo bem, só estava ficando nervosa demais
(“In the second week of training, I spoke with the instructor and told him that I thought I wouldn’t be able to cope. But he said that I was doing well, I was just getting too nervous.”)— Gisele Camillo, Bailarina
Durante o 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, a companhia apresentou coreografias que enfatizavam a reabilitação ocular e a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. “A gente veio para celebrar e dizer que a pessoa com deficiência pode sim estar e fazer o que quiser. Não há limites”
(“We came to celebrate and to say that a person with a disability can indeed be and do whatever they want. There are no limits.”)— Damaris Ferreira, Gerente da Associação Fernanda Bianchini
Implicações para a saúde pública
Esse projeto de dança não apenas empodera indivíduos, mas também desafia estigmas associados à deficiência. A visibilidade gerada por apresentações e colaborações com artistas reconhecidos, como Stevie Wonder e Mikhail Baryshnikov, contribui para a mudança de percepção social. Damaris Ferreira destaca que, antes, pessoas com deficiência eram frequentemente marginalizadas, mas o cenário atual propõe uma nova narrativa: “Hoje, a pessoa com deficiência tem muitos direitos, é incentivada a muitas coisas”.
Essas iniciativas fortalecem o argumento de que a inclusão, especialmente em áreas como arte e cultura, é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. Gisele expressa sua felicidade ao afirmar que, ao subir no palco, sente-se livre e capaz de voar.
Para o futuro, é fundamental que políticas públicas apoiem a inclusão de pessoas com deficiência em diversas esferas, ampliando o acesso a oportunidades e recursos que possibilitem a realização de suas potencialidades.
Fonte: (Agência Brasil – Saúde)