
São Paulo — InkDesign News — A Raízen enfrenta desafios significativos em sua reestruturação econômica, registrando um prejuízo de R$ 2,5 bilhões no quarto trimestre fiscal, enquanto busca focar na produção de açúcar e etanol, amid um cenário de alta de juros e dívidas superiores a R$ 30 bilhões.
Panorama econômico
O cenário econômico global apresenta incertezas, com persistentes pressões inflacionárias e aumentos nas taxas de juros, impactando fortemente o setor sucroenergético. A Raízen, maior processadora de cana do mundo e uma das principais distribuidoras de combustíveis no Brasil, está intensificando suas operações principais, após um período marcado por perdas financeiras e a necessidade de reestruturação. A companhia, que inicia a moagem da safra 2025/26, é particularmente afetada pelas condições climáticas adversas e queimadas, que provocaram danos em canaviais.
Indicadores e análises
A empresa anunciou uma expectativa de processamento de cana entre 72 milhões e 75 milhões de toneladas para a safra 2025/26, uma redução em relação ao volume de 78,2 milhões de toneladas registrado em 2024/25. Este declínio é representativo de uma tendência de queda em relação aos 84,2 milhões de toneladas de 2023/24. A dívida líquida da Raízen alcançou impressionantes R$ 34,2 bilhões, um aumento de 78,9% em um ano, elevando a alavancagem para 3,2 vezes o Ebtida ajustado, frente a 1,3 vezes no ano anterior.
Impactos e previsões
O CEO da empresa, Nelson Gomes, destacou que a Raízen busca uma abordagem focada em “core business” e a simplificação de suas operações. Ele afirmou que a redução do endividamento é essencial para a saúde financeira da companhia. “O que esperar da Raízen nesta safra? Se eu puder resumir é foco no core business, disciplina de simplificação dos nossos negócios…” (“What to expect from Raízen this harvest? If I could summarize it, it’s a focus on core business, discipline in simplifying our operations…”) — Nelson Gomes, CEO, Raízen. Além disso, a companhia continua suas vendas de ativos para melhorar a eficiência, incluindo a venda recente da usina de Leme por R$ 425 milhões.
Os desafios permanecem intensos, e executivos da Raízen reconhecem que as novas medidas são apenas o ponto de partida em um processo que demandará tempo. “Esse programa de desinvestimento ajuda na redução de um montante de dívida da companhia…” (“This divestment program helps reduce the company’s debt load…”) — Rafael Bergman, Diretor Financeiro, Raízen. Projeções indicam que, sem um efeito imediato significativo de desalavancagem neste ano, o impacto econômico da companhia será monitorado de perto.
Com a implementação contínua de suas estratégias e a adaptação ao ambiente de mercado, a Raízen está posicionada para lidar com os desafios e buscar um caminho sustentável para o crescimento.
Fonte: (CNN Brasil – Economia)