
São Paulo — InkDesign News — A prefeitura de São Paulo anunciou o afastamento de 25 diretores de escolas municipais com desempenho insatisfatório no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e no Índice de Desenvolvimento da Educação Paulistana (Idep) em 2023.
Contexto educacional
O Ideb e o Idep são indicadores cruciais que avaliam a qualidade da educação nas escolas municipais. O desempenho destas instituições reflete a eficácia de diversas políticas educacionais aplicadas ao longo dos anos. As unidades afetadas foram selecionadas com base no histórico de resultados negativos, o que levanta questões sobre os fatores subjacentes que comprometem a aprendizagem dos estudantes, além da gestão dos diretores. As metas de melhoria na educação, estabelecidas por meio de legislações anteriores, estão intrinsecamente ligadas aos desafios enfrentados por essas escolas.
Políticas e iniciativas
A prefeitura planejou uma “requalificação intensiva” do Programa Juntos pela Aprendizagem, que ocorrerá de maio a dezembro deste ano. Esse programa visa fornecer capacitação aos diretores afastados, incluindo vivências em outras unidades educacionais, com foco no aprimoramento da gestão pedagógica. Como parte da resposta administrativa, as escolas afetadas contarão com o “reforço de mais um profissional na equipe gestora”. A remuneração dos diretores permanecerá inalterada durante o processo de requalificação.
“Esses profissionais atuam há, pelo menos, quatro anos em unidades prioritárias, selecionadas devido ao desempenho obtido no Ideb e Idep de 2023. A capacitação, inédita, inclui vivência em outras unidades educacionais e tem como objetivo o aprimoramento da gestão pedagógica para melhorar a aprendizagem de todos os estudantes”, disse a prefeitura, em nota.
(“These professionals have worked for at least four years in priority units, selected due to the performance obtained in Ideb and Idep in 2023. The unprecedented training includes experiences in other educational units and aims to improve pedagogical management to enhance learning for all students.”)— Prefeitura de São Paulo
Desafios e perspectivas
O vereador Celso Giannazi (Psol) manifestou preocupações em relação à medida, apontando que a intervenção pode ser interpretada como uma forma de punição. A crítica à abordagem do governo em relação aos diretores levanta questões sobre a confiança nas lideranças escolares e na autonomia das instituições de ensino. O Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (Sinesp) e outras entidades também se posicionaram contra a ação, considerando-a uma intervenção autoritária.
“O Sinesp, o Sedin e o Sinpeem são contra a intervenção autoritária do governo nas escolas e o afastamento dos diretores das suas unidades de lotação e, unidos, tudo farão jurídica e politicamente, por meio das ações e mobilizações em defesa da educação, escola pública democrática e pelos direitos dos profissionais da educação”.
(“Sinesp, Sedin, and Sinpeem are against the authoritarian intervention of the government in schools and the removal of directors from their units of allocation, and together they will do everything legally and politically through actions and mobilizations in defense of education, democratic public school, and the rights of education professionals.”)— Sindicatos da Educação de São Paulo
À luz desses eventos, a administração municipal reafirma sua intenção de fortalecer a rede de ensino, mas os desafios relacionados à infraestrutura e à desigualdade educacional persistem. Caminhos futuros exigem um investimento adequado em capacitação, bem como um diálogo aberto entre as partes envolvidas.
Os impactos esperados incluem uma possível melhoria nas práticas de gestão pedagógica e no desempenho escolar, além de um refinamento das políticas públicas voltadas à educação em São Paulo.
Fonte: (Agência Brasil – Educação)