
São Paulo — InkDesign News — Uma tempestade solar poderosa está a caminho e pode proporcionar um espetáculo de exibições de auroras boreais durante o feriado do Dia do Trabalho, previsto para ocorrer nos Estados Unidos entre 1 e 2 de setembro de 2025. Uma ejeção de massa coronal (CME) rápida, disparada por uma intensa floração M2.7 do ponto solar AR 4199 em 30 de agosto, deve colidir com o campo magnético da Terra. Essa interação é esperada para ocorrer entre a noite de 1º de setembro e o início de 2 de setembro (UTC), de acordo com o Centro de Previsão de Tempo Espacial da NOAA.
Detalhes da missão
Quando o CME chegar, é provável que desencadeie uma tempestade geomagnética G2 (moderada), intensificando-se para G3 (forte) à medida que o corpo principal da tempestade solar passa. O NOAA prevê que este evento gere auroras que poderão ser vistas muito mais ao sul do que o habitual, permitindo que milhões de pessoas na metade norte dos EUA tenham a oportunidade de observar as luzes dançantes. O índice Kp da NOAA prevê tempestades geomagnéticas em crescimento até 2 de setembro, atingindo seu pico de Kp 6,67 (tempestade G3) entre 06:00 e 09:00 UTC (03:00 e 05:00 horário de Brasília) em 2 de setembro.
Tecnologia e objetivos
Os CME são nuvens massivas de partículas carregadas e de campos magnéticos lançadas da atmosfera do sol. Quando atingem o campo magnético da Terra, podem provocar tempestades geomagnéticas, desencadeando auroras e, ocasionalmente, perturbando satélites, sinais de rádio e redes elétricas. De acordo com a previsão do NOAA, 18 estados americanos poderão estar totalmente ou parcialmente acima da linha de visualização das auroras, incluindo Alaska, Dakota do Norte, Minnesota e Michigan. A previsão também sugere que a condição de auroras possa se estender a locais como East Anglia, Midlands e País de Gales sob céus claros.
Próximos passos
O físico espacial Dr. Tamitha Skov afirmou que pode haver duas erupções solares dirigidas à Terra que se unem em um único evento, conhecidas como “cannibal CME”, o que pode resultar em uma interação inicial antes que a principal tempestade atinja o planeta. À medida que o CME se aproxima, continua a ser essencial monitorar as condições atuais para prever a visibilidade das auroras. Em um cenário ideal, a observação é favorecida em locais escuros, longe da poluição luminosa, especialmente entre a meia-noite e 2:00 da manhã no horário local.
A combinação de duas erupções pode resultar em um impacto inicial antes da principais tempestade atingir o planeta.
(“The larger one catches up with the smaller one just ahead of Earth.”)— Dr. Tamitha Skov, Físico Espacial
Esse evento ressalta a importância da pesquisa em condições climáticas espaciais e o impacto das tempestades solares na infraestrutura terrestre. O interesse científico e popular em fenômenos naturais como as auroras boreais evidencia tanto a beleza quanto os desafios que a exploração do espaço nos apresenta.
Fonte: (Space.com – Space & Exploração)