
São Paulo — InkDesign News — Astrônomos do Telescópio Espacial James Webb (JWST) identificaram um disco incomum de gás e poeira ao redor de uma estrela em formação, XUE 10, que desafia as teorias atuais sobre a formação planetária. Localizada a cerca de 5.550 anos-luz da Terra, na região de formação estelar NGC 6357, a descoberta revela composições químicas intrigantes.
Detalhes da missão
O JWST, lançado em 25 de dezembro de 2021, tem por objetivo explorar o universo próximo e distante, utilizando sua capacidade de observar em diferentes comprimentos de onda. A missão atual faz parte dos esforços da colaboração eXtreme Ultraviolet Environments (XUE), que estuda a influência da radiação intensa nos discos protoplanetários. O foco desta etapa é a estrela em crescimento XUE 10, cujo disco apresenta uma concentração anômala de dióxido de carbono e um surpreendentemente baixo nível de água.
Tecnologia e objetivos
O JWST utiliza instrumentos avançados para detecção de moléculas químicas em discos protoplanetários, proporcionando dados valiosos sobre a evolução dessas regiões. “Uma abundância tão alta de dióxido de carbono na zona formadora de planetas é inesperada”, afirmou Arjan Bik, pesquisador da Universidade de Estocolmo. “Isso sugere que a intensa radiação ultravioleta — seja da estrela anfitriã ou de estrelas massivas vizinhas — está moldando a química do disco.”
Próximos passos
A pesquisa continua com a caracterização dos isótopos encontrados, como os de carbono e oxigênio, que podem esclarecer a formação de meteoritos e cometas no sistema solar primitivo. “Compreender como ambientes de radiação extrema alteram os blocos de construção dos planetas é crucial para entender a diversidade das atmosferas planetárias e seu potencial de habitabilidade”, disse Maria-Claudia Ramirez-Tannus, líder da equipe do Max Planck Institute for Astronomy. Futuras investigações planejam aprofundar-se na química dos discos protoplanetários e nas implicações para a formação planetária.
Com essas descobertas, o JWST não apenas avança o conhecimento sobre a formação de sistemas planetários, mas também amplia a compreensão da influência ambiental sobre as composições químicas nas fases iniciais do desenvolvimento estelar.
Fonte: (Space.com – Space & Exploração)