
São Paulo — InkDesign News —
A pesquisa em machine learning e inteligência artificial (AI) ultimamente tem ganhado destaque, especialmente no que diz respeito à utilização de vídeos para treinar modelos e suas implicações éticas.
Contexto da pesquisa
A crescente utilização do YouTube como uma fonte de dados para treinar aplicações de AI, como ferramentas de conversão de texto para vídeo, gerou preocupações entre os criadores de conteúdo. Estes alegam que suas produções estão sendo usadas para aperfeiçoar modelos de AI sem compensação adequada.
Método proposto
O texto menciona que o Google está empregando um subconjunto dos vídeos disponíveis no YouTube para treinar suas ferramentas de AI, incluindo o Veo. Essa abordagem se baseia em um modelo de aprendizado supervisionado, onde múltiplas plataformas de dados de vídeo permitem que a AI aprenda a replicar estilos e formatos variados. A diversidade em datasets é crucial para melhorar a acurácia das previsões feitas pelos modelos de AI.
Resultados e impacto
“É frustrante, e eu não gosto disso, mas também me sinto totalmente impotente para fazer algo”
(“It’s frustrating, and I don’t like it, but I also feel totally helpless to do anything.”)— Melissa Hunter, CEO, Family Video Network
Além das preocupações éticas, a pesquisa destaca que a utilização desses dados pode levar a novos modelos de AI que replicam não apenas os conteúdos, mas também o estilo dos criadores, potencialmente ofuscando suas produções. Muitos criadores de conteúdo afirmam que essa prática compromete suas fontes de receita e reconhecimento de marca.
Casos semelhantes foram discutidos em outras áreas, como no contexto de grandes empresas de entretenimento que processam bibiliotecas de conteúdo sob a alegação de uso justo. O impacto no setor de criação de conteúdo digital também inclui a possibilidade de processos judiciais, uma vez que a clareza sobre os direitos autorais em relação ao treinamento de AI permanece uma questão em aberto.
Avançar nas técnicas de integração de AI nos processos criativos não é apenas um meio de otimização, mas também poderá definir o futuro do mercado de conteúdo digital, permitindo que criadores utilizem essa tecnologia de forma a complementá-los em vez de substituí-los.
Fonte: (TechXplore – Machine Learning & AI)