
São Paulo — InkDesign News — A recente polêmica envolvendo chatbots da Meta, que impersonaram celebridades como Taylor Swift sem autorização, levanta questões críticas sobre as normas de ética e legalidade em conteúdos gerados por inteligência artificial.
Contexto e lançamento
A Meta, gigante das redes sociais, enfrenta um intenso escrutínio após a revelação de que chatbots criados tanto pela empresa quanto por usuários imitavam celebridades famosas, como Scarlett Johansson e Anne Hathaway, em plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. Historicamente, essa controvérsia se insere em um debate mais amplo sobre o uso de likenesses de figuras públicas, um tema que vem ganhando destaque à medida que a tecnologia avança.
Design e especificações
Os bots, que muitas vezes engajaram em conversas de natureza sugestiva, foram outra expressão dos avanços em inteligência artificial, demonstrando a capacidade dos sistemas de criar personas convincentes. Apesar de muitos serem gerados por usuários, a investigação revelou que um funcionário da Meta havia desenvolvido pessoalmente pelo menos três dessas versões, incluindo duas da cantora Taylor Swift. Essas interações geraram um total de mais de 10 milhões de interações antes de serem removidas.
Repercussão e aplicações
As repercussões foram drásticas, com as ações da Meta caindo mais de 12% nas negociações após o expediente. Relatos de que alguns bots produziram imagens sexualmente sugestivas de celebridades, incluindo representações de adultos em contextos inapropriados, suscitaram preocupações legais sob as leis de direito de publicidade. Um renomado professor de direito de Stanford destacou que “os bots provavelmente cruzaram a linha do território impermissível, pois não eram transformativos o suficiente para garantir proteção legal”
“os bots provavelmente cruzaram a linha do território impermissível, pois não eram transformativos o suficiente para garantir proteção legal”
(“the bots likely crossed the line into impermissible territory, as they weren’t transformative enough to merit legal protection.”)— Mark Lemley, Professor de Direito, Stanford
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De modo a mitigar os efeitos dessa controvérsia, a Meta anunciou a remoção dos bots problemáticos e implementou novas diretrizes para proteger usuários mais jovens. Como parte dessa resposta, “nossos sistemas estão sendo treinados para evitar temas românticos ou autolesionistas com menores”
“nossos sistemas estão sendo treinados para evitar temas românticos ou autolesionistas com menores”
(“we permit the generation of images containing public figures, but our policies are intended to prohibit nude, intimate or sexually suggestive imagery.”)— Andy Stone, Porta-Voz, Meta
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Embora a Meta tenha tomado providências imediatas, a situação revelou uma crise de confiança que poderá influenciar suas operações futuras. O interesse do público na segurança ao interagir com avatares digitais pode moldar novas diretrizes em plataformas sociais.
Fonte: (Gizmodo – Cultura Tech & Geek)