
São Paulo — InkDesign News — A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado alertou sobre um “estrangulamento fiscal absoluto” resultante da alta dos gastos obrigatórios do governo. A análise, divulgada no Relatório de Acompanhamento Fiscal na última sexta-feira (23), indica que as medidas de corte de gastos não têm sido eficazes para alcançar as metas fiscais.
Panorama econômico
O cenário atual é marcado por um aumento significativo das despesas obrigatórias, enquanto o potencial de aumento das receitas tem se esgotado. A discussão em torno da reforma fiscal, que ganha corpo no Congresso, reflete a urgência em se ajustar a trajetória ascendente da dívida pública. A IFI aponta que a rigidez do orçamento se intensificou, colocando em risco o cumprimento da meta fiscal para 2026.
Indicadores e análises
Segundo a IFI, a evolução dos gastos obrigatórios tem tornado os cortes anunciados pelo governo ineficazes. O relatório destaca que as projeções para 2026 indicam “grandes dificuldades” em atingir a meta fiscal e a insustentabilidade nas despesas discricionárias para 2027. A previsão atual exige uma análise detalhada das receitas e gastos do governo para entender os impactos destas medidas orçamentárias.
A rigidez orçamentária evoluí célere, de acordo com os números oferecidos pelo próprio governo no PLDO 2026, para um estrangulamento fiscal absoluto, passando por grandes dificuldades de cumprimento da meta fiscal em 2026 e em um patamar insustentável de despesas discricionárias em 2027.
(“The budget rigidity has evolved rapidly, according to the numbers provided by the government in the 2026 PLDO, leading to an absolute fiscal strangulation and significant challenges in meeting the fiscal target in 2026 with unsustainable discretionary spending levels in 2027.”)— Instituição Fiscal Independente (IFI)
Impactos e previsões
Os efeitos da atual política fiscal têm gerado preocupações sobre a confiança do consumidor e o futuro da indústria. A IFI ainda ressalta que o recente esforço de contingenciamento, que previa uma economia de mais de R$ 30 bilhões, se concentrou em um limite inferior da meta fiscal, não suficiente para criar impacto significativo.
O consequente engessamento radical do orçamento da União, demonstrados pelos números do PLDO 2026, e a necessidade de estancar a trajetória ascendente da dívida pública, levarão inevitavelmente a uma profunda reforma do regime fiscal.
(“The radical entrenchment of the federal budget, as shown by the numbers from the 2026 PLDO, and the need to halt the upward trajectory of public debt will inevitably lead to a profound reform of the fiscal regime.”)— Instituição Fiscal Independente (IFI)
À medida que o governo busca equacionar suas contas e implementar reformas, a pressão sobre a estrutura orçamentária aumenta, exigindo decisões estratégicas para evitar um colapso fiscal.
Fonte: (CNN Brasil – Economia)