Bolsas de NY sobem com acordo entre EUA e Reino Unido e impulsionam mercado

Nova York — InkDesign News — As bolsas de valores de Nova York encerraram o pregão desta quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024, em alta, impulsionadas pelo anúncio de um acordo comercial entre os Estados Unidos e o Reino Unido, marcando um novo capítulo nas negociações internacionais num contexto global marcado por pressões inflacionárias e incertezas econômicas.
Panorama econômico
O cenário global onde os Estados Unidos mantém tarifas sobre diversos países desde o início do mês anterior ganha novo contorno com o acordo comercial firmado com o Reino Unido. O presidente Donald Trump destacou a relevância dessa iniciativa, afirmando que o pacto poderá abrir “US$ 5 bilhões em novas oportunidades de exportação para produtores rurais e industriais americanos”. Além disso, mencionou otimismo em relação a acordos institucionais com outras nações, ressaltando que as tarifas contra a China não ultrapassarão 145% e poderão ser reduzidas em breve, dependendo das negociações previstas para sábado entre ele e o presidente chinês, Xi Jinping.
Indicadores e análises
No fechamento, o índice Dow Jones subiu 0,62%, alcançando 41.368,45 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,58%, aos 5.663,94 pontos, e o Nasdaq apresentou alta de 1,07%, fechando em 17.928,14 pontos. Esses números refletem a reação positiva do mercado a expectativas de liberalização comercial e resolução parcial das tensões tarifárias. Em contraste, ações específicas apresentaram desempenho divergente: ARM Holdings, empresa britânica de semicondutores, caiu 6,2% após divulgar uma perspectiva decepcionante para o trimestre atual, apesar de superar estimativas anteriores de receita. A Nvidia teve alta de 0,3%, beneficiada pela indicação do Departamento de Comércio dos EUA que pretende flexibilizar restrições a exportações de processadores de inteligência artificial, contrariando regras adotadas no governo anterior.
A Alphabet, controladora do Google, avançou 1,9% após registrar alta volatilidade recente, com mercado animado por rumores de que a Apple planeja reformular o navegador Safari para integrar motores de busca baseados em inteligência artificial, potencialmente envolvendo o Google — apesar do atual acordo que o torna padrão na plataforma Apple.
Por fim, a Coinbase Global valorizou 5,1%, impulsionada pela aquisição da plataforma Deribit por cerca de US$ 2,9 bilhões e pela valorização do Bitcoin que superou US$ 100 mil pela primeira vez desde fevereiro.
Impactos e previsões
Espera-se que o acordo comercial entre Estados Unidos e Reino Unido impacte significativamente os setores agrícola e industrial norte-americanos, ampliando mercados externos e estimulando a produção local. A manutenção e eventual redução de tarifas sobre produtos chineses podem aliviar pressões inflacionárias oriundas de custos de importação, enquanto possíveis novos pactos seguem no radar do mercado, indicando um movimento de descompressão nas tensões comerciais globais.
“O acordo pode gerar US$ 5 bilhões em novas oportunidades de exportação para produtores rurais e industriais americanos.”
(“The deal can generate $5 billion in new export opportunities for American agricultural and industrial producers.”)— Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos
“O Departamento de Comércio dos EUA afirmou que não pretende implementar as restrições a processadores de inteligência artificial definidas pela administração Biden.”
(“The US Department of Commerce stated it does not intend to implement AI processor restrictions set by the Biden administration.”)— Departamento de Comércio dos Estados Unidos
As recentes oscilações no mercado de semicondutores, o avanço das tecnologias em inteligência artificial e as negociações comerciais em curso entre grandes potências indicam um ambiente dinâmico que deverá pautar as decisões regulatórias e empresariais nos próximos meses.
O mercado segue atento às negociações entre Estados Unidos e China neste sábado, que poderão redefinir tarifas e acordos comerciais, influenciando índices futuros e cenários econômicos globais.
Para acompanhar detalhadamente as transformações econômicas, não deixe de conferir também as análises sobre as implicações da transição para um mercado global de baixo carbono, com enfoque no Brasil, disponível em InkDesign Economia.