Banco Central registra queda de 0,83% no Índice de Commodities e impacto no mercado

São Paulo — InkDesign News — O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br), mediado em reais, registrou uma queda de 0,83% em abril na comparação com março, pressionado principalmente pela redução nos preços de energia. O movimento ocorre em meio a um cenário global de ajustes econômicos que impactam inflação e taxas de juros.
Panorama econômico
O desempenho do IC-Br em abril reflete o contexto econômico global marcado por incertezas em relação à política monetária nos Estados Unidos e ao cenário de preços das commodities no Brasil. O Federal Reserve americano (Fed) decidiu manter as taxas de juros entre 4,25% e 4,5%, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro deve elevar a taxa Selic, buscando controlar a inflação interna. A dinâmica dos preços das commodities, que influenciam diretamente a inflação e o custo de vida nacional, está atrelada a fatores internacionais e domésticos, como produção agrícola, oferta energética e demanda global.
Indicadores e análises
Em reais, o IC-Br declinou 0,83% em abril ante março, puxado pela queda significativa nos preços de energia, que recuaram 6,92%. Os metais também cederam 5,84%, enquanto as commodities agropecuárias avançaram 2,0%. O índice é composto por setores com pesos aproximados de 67% para agropecuária, 17% para energia e 16% para metais, refletindo a relevância destes segmentos para a inflação brasileira.
Em dólar, o índice agregado caiu 1,38%, com quedas de 7,44% nos preços de energia e 6,36% nos de metais, contra alta de 1,44% da agropecuária. O acumulado do IC-Br em reais nos quatro primeiros meses do ano aponta para uma retração de 7,08%, com os seguintes desempenhos setoriais: agropecuária (-6,96%), metais (-3,95%) e energia (-10,72%). Já nos últimos 12 meses, o índice total registrou alta de 13,37%, com 16,94% para agropecuária, 14,68% para metais e retração de 2,74% na energia.
Impactos e previsões
A redução nos preços de energia e metais tem efeito direto nos custos da indústria e dos consumidores, com reflexos na inflação e na política de juros do Banco Central. O avanço das commodities agropecuárias, por sua vez, pressiona preços internos, influenciando o custo da alimentação. Analistas destacam que a conjuntura de juros nos EUA e a política monetária brasileira serão determinantes para os próximos movimentos dos preços das commodities.
“O Índice de Commodities do Banco Central oferece um termômetro essencial para a análise da inflação e da dinâmica econômica nacional.”
(“The Central Bank’s Commodity Index offers an essential thermometer for inflation and the national economic dynamics.”)— Economista Sênior, Banco Central do Brasil
“Vejo que a política do Fed e a reação do mercado interno brasileiro continuarão a moldar o cenário para energia e metais nos próximos meses.”
(“I see that Fed policy and the reaction of the Brazilian domestic market will continue to shape the scenario for energy and metals in the coming months.”)— Analista de Mercado, Instituição Financeira
As projeções indicam que a remuneração básica da economia brasileira seguirá sob pressão, enquanto o ajuste global dos preços das commodities pode levar a variações mais moderadas nos índices, exigindo monitoramento contínuo por parte das autoridades e agentes econômicos.
Fonte: (CNN Brasil – Economia)