
São Paulo — InkDesign News — O recente anúncio do programa piloto dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid (CMS) marca uma nova era na interseção entre tecnologia e serviços de saúde pública, utilizando inteligência artificial para determinar a “adequação” de coberturas médicas.
Contexto e lançamento
O programa, que começará a ser testado no próximo ano em seis estados dos EUA, representa um avanço na tentativa do governo de reformular serviços públicos clássicos, como o Medicare. Historicamente, programas de assistência social como o Medicare têm enfrentado desafios relacionados à eficiência e à sustentabilidade financeira. O novo modelo, denominado WISeR (Wasteful and Inappropriate Service Reduction), visa eliminar serviços considerados ineficazes ou desnecessários, utilizando tecnologias avançadas.
Design e especificações
Conforme divulgado, o WISeR Model irá incorporar algoritmos de inteligência artificial para acelerar o processo de autorização prévia de serviços médicos sob o Medicare Original. Essa mudança, que é descrita pelo CMS como um esforço para proteger os gastos dos contribuintes, poderá impactar significativamente como os proveedores de saúde interagem com o sistema. “A proposta busca garantir que as pessoas com Medicare Original recebam cuidados seguros, eficazes e necessários”, afirma o CMS.
A proposta busca garantir que as pessoas com Medicare Original recebam cuidados seguros, eficazes e necessários
(“The proposal aims to ensure that people with Original Medicare receive safe, effective, and necessary care.”)— Centros de Serviços Medicare e Medicaid
Repercussão e aplicações
O uso de inteligência artificial nesse contexto não é isento de controvérsias. Críticos apontam que algoritmos utilizados para a avaliação de serviços médicos podem não apenas levar a um aumento nas negativas de cobertura, mas também suscitar preocupações quanto à equidade e eficácia no atendimento. O New York Times também observou que “as empresas de IA envolvidas teriam um forte incentivo financeiro para negar reivindicações,” o que levanta questões sobre a integridade do sistema de saúde.
As empresas de IA envolvidas teriam um forte incentivo financeiro para negar reivindicações
(“The AI companies involved would have a strong financial incentive to deny claims.”)— New York Times
Em uma era em que a tecnologia permeia todos os aspectos da vida cotidiana, o impacto cultural desse novo modelo pode ser profundo, gerando reações diversas da comunidade médica e de pacientes. À medida que o programa avança, será crucial monitorar não apenas sua eficácia, mas também as respostas de um setor altamente sensível a mudanças tecnológicas.
O futuro poderá trazer mais integração entre tecnologia e serviços de saúde, abrindo portas para inovações que poderiam, teoricamente, transformar a experiência do paciente. Contudo, os desafios éticos e práticos continuam a ser um tópico central nas discussões sobre as Direções futuras do Medicare.
Fonte: (Gizmodo – Cultura Tech & Geek)