
São Paulo — InkDesign News — Recentes descobertas científicas revelam a presença de espécies invasivas de vespas parasitas nos Estados Unidos, instigando discussões sobre as consequências ecológicas e os desafios para a biodiversidade local. Essas vespas, que atacam outras vespas, especialmente as chamadas vespas galho, foram identificadas por pesquisadores de universidades renomadas.
Contexto e lançamento
As vespas parasitas, especificamente as do gênero Bootanomyia dorsalis, foram descobertas pela primeira vez no solo norte-americano por cientistas da Universidade de Binghamton e da Universidade de Iowa. Anteriormente, essas espécies eram restritas à Europa. A pesquisa focou nas vespas galho de carvalho, que têm um histórico de interações complexas com parasitas e hiperparasitas, resultando num ecossistema intrincado de predador e presa.
Design e especificações
Os cientistas coletaram amostras de galls de carvalhos ao longo da costa leste e oeste dos EUA, analisando a biodiversidade de vespas parasitas. Ao todo, mais de 100 espécies distintas foram identificadas, das quais duas, B. dorsalis sp. 1 e B. dorsalis sp. 2, mostraram-se novas para o território, revelando a necessidade de uma revisão taxonômica aprofundada das espécies. “Nós encontramos que conseguem parasitar múltiplas espécies de vespas galho e que podem se espalhar, dado que sabemos que a população no oeste provavelmente se espalhou de uma introdução inicial localizada”, afirma a bióloga Kirsten Prior.
Repercussão e aplicações
A descoberta suscita perguntas sobre a origem das vespas e suas possíveis consequências para os ecossistemas locais. Observa-se uma diversidade genética maior entre as vespas da costa leste, sugerindo múltiplas introduções, ao contrário das da costa oeste, que apresentam genética mais homogênea. Os pesquisadores levantam a questão se essas vespas invasivas representarão uma ameaça às populações nativas de vespas galho e se afetarão o equilíbrio ecológico. “Eles poderiam estar afetando populações de espécies nativas de vespas galho ou outros parasitas nativos de vespas galho”, conclui Prior.
A pesquisa destaca a complexidade do ecossistema parasitário e a urgência de estudos adicionais sobre novas espécies invasivas, potencialmente anunciando um novo capítulo nas interações entre espécies no mundo natural.
O futuro da ecologia em áreas afetadas por essas vespas dependem de um monitoramento contínuo e da implementação de estratégias de conservação eficazes.
Fonte: (Gizmodo – Cultura Tech & Geek)