
São Paulo — InkDesign News — Astrônomos co-liderados por Hila Glanz, do Technion – Israel Institute of Technology, revelaram novas descobertas sobre anãs brancas hipervelozes, identificadas pela primeira vez em 2018, cujas velocidades chegam a surpreendentes 1.240 milhas por segundo (2.000 km/s).
Detalhes da missão
As anãs brancas, remanescentes estelares de estrelas semelhantes ao Sol, são normalmente objetos silenciosos no cosmos, mas algumas se destacam por suas velocidades extremas. As novas análises, baseadas em simulações detalhadas, ajudam a entender suas origens. Os pesquisadores modelaram a fusão de duas anãs brancas em um sistema binário compacto, onde estas estrelas espiralavam juntas antes de se unirem.
Tecnologia e objetivos
Utilizando simulações computacionais sofisticadas, os pesquisadores investigaram a interação entre as duas anãs brancas, um processo que começaria com uma estrela sendo desintegrada pela outra. “É como um quebra-cabeça. Queremos ver que tipos de peças podemos adicionar à história”, afirmou Glanz. Durante a simulação, a estrela mais leve é puxada para dentro, resultando em uma explosão termonuclear de supernova que lança a companheira para fora a grande velocidade, gerando as altas velocidades e as características físicas observadas.
A primeira explosão envia uma onda de choque ao redor das camadas externas da estrela. Quando converge no lado oposto, comprime e aquece o núcleo, desencadeando uma segunda detonação.
(“The first explosion sends a shockwave racing around the star’s outer layers. When it converges on the opposite side, it compresses and heats the core, triggering a second detonation.”)— Hila Glanz, Pesquisadora, Technion – Israel Institute of Technology
Próximos passos
Embora a pesquisa atual tenha fornecido uma base para entender as anãs brancas hipervelozes, Glanz enfatiza que “não resolvemos tudo”. A equipe planeja continuar a investigação, com a expectativa de que futuras observações da Vera C. Rubin Observatory possam confirmar os processos simulados. A detecção de uma fusão e explosão em tempo real pode validar a teoria sobre como esses “canhões estelares” se lançam pela Via Láctea.
Precisamos coletar mais peças do quebra-cabeça e continuar explorando este zoológico.
(“We need to collect more pieces of the puzzle [and] continue exploring this zoo.”)— Hila Glanz, Pesquisadora, Technion – Israel Institute of Technology
A pesquisa amplia significativamente o entendimento da formação de supernovas do Tipo Ia, que não apenas proporcionam medições de distâncias cósmicas, mas também são fundamentais para a criação de elementos essenciais para a vida, como o ferro.
Fonte: (Space.com – Space & Exploração)