
São Paulo — InkDesign News — Cientistas realizaram previsões incomuns sobre as perturbações espaço-temporais causadas pela interação de buracos negros. As descobertas, publicadas na revista Nature em 14 de maio, utilizam conceitos matemáticos abstratos da física teórica, aprimorando modelos para interpretar dados observacionais de ondas gravitacionais.
Detalhes da missão
A pesquisa, coordenada por Mathias Driesse da Universidade Humboldt de Berlim, enfoca eventos onde buracos negros se aproximam, mas não se fundem, resultando em sinais gravitacionais robustos. Utilizando cinco níveis de complexidade, a equipe alcançou o que se denomina quinto nível post-Minkowskian, representando a solução mais precisa das equações de Einstein até o momento.
Tecnologia e objetivos
Os pesquisadores aplicaram a teoria de campo quântico para modelar precisamente as interações entre os buracos negros. Com isso, mediram deflexões, energia radiada como ondas gravitacionais e a reação dos buracos negros após a interação. Segundo Gustav Mogull, um dos coautores do estudo, “o alcance desta precisão é sem precedentes e representa a solução mais precisa das equações de Einstein já produzida até hoje.”
Próximos passos
As novas modelagens são esperadas para melhorar modelos teóricos futuros, especialmente com a entrada em operação de detectores de ondas gravitacionais de próxima geração, como o Laser Interferometer Space Antenna (LISA) e o Telescópio Einstein na Europa. Mogull enfatizou: “A melhoria na precisão é necessária para acompanhar a precisão maior antecipada desses detectores.”
Essas descobertas também revelam a presença de formas geométricas complexas chamadas de variedades Calabi–Yau, que até então eram vistas como pura abstração matemática. A conexão entre essas figuras e eventos observáveis abre novas perspectivas para a compreensão das estruturas fundamentais do universo.
O impacto desta pesquisa na exploração espacial e na compreensão das leis que regem nosso universo é indiscutível, contribuindo para um melhor entendimento das fontes de ondas gravitacionais e, assim, do funcionamento do cosmos.
Fonte: (Space.com – Space & Exploração)