
São Paulo — InkDesign News — Khalid Ashmawy, ex-funcionário da Microsoft e Uber, lançou a fintech Munify, um neobank para remessas entre egípcios no exterior e sua terra natal. A start-up busca oferecer uma alternativa mais rápida e barata a transferências financeiras tradicionais, um setor que enfrenta altos custos e longos prazos de espera.
Rodada de investimento
Recentemente, Munify arrecadou US$ 3 milhões em uma rodada de seed, que inclui apoio do Y Combinator e investidores regionais como BYLD e DCG. Ashmawy destacou que “banco não foi feito para pessoas como eu. É muito caro, demora e é fragmentado”. Este financiamento vai apoiar a expansão e a melhoria dos serviços de transferência de dinheiro.
API e integração
A fintech oferece um modelo dual, combinando serviços de remessa para indivíduos com APIs para negócios, permitindo que empresas realizem pagamentos internacionais de forma eficiente. Munify já firmou contratos que representam um volume projetado de mais de US$ 50 milhões em transações mensais. “Estamos construindo nossas próprias vias e conectando sistemas bancários em diferentes países”, afirmou Ashmawy.
Regulação
Com o Egito recebendo aproximadamente US$ 30 bilhões em remessas anualmente, o país é um dos maiores mercados de remessas do mundo. O cenário regulatório em torno das fintechs de remessas é desafiador, mas Ashmawy está confiante na abordagem da Munify em oferecer serviços com taxas mais competitivas e transferências mais rápidas do que plataformas tradicionais como Western Union e MoneyGram.
A Munify já está observando uma adoção inicial satisfatória, com milhares de inscrições, e planeja expandir sua atuação além do Egito para outros países do Oriente Médio. A fintech está otimista com sua capacidade de conectar a diáspora egípcia a serviços bancários mais eficientes.
“Se você está resolvendo um problema grande e urgente, isso é o que realmente importa”, conclui Ashmawy, refletindo sobre a entrada da Munify no competitivo espaço de fintechs.
Fonte: (TechCrunch – Fintech & Pagamentos)