
São Paulo — InkDesign News — A Panasonic Holdings anunciou na última sexta-feira (9) um corte de 10.000 funcionários, implicando um custo de reestruturação de 130 bilhões de ienes (cerca de US$ 896 milhões) para o atual ano fiscal, como parte de uma revisão estratégica da empresa.
Panorama econômico
O anúncio da Panasonic reflete uma crescente necessidade das empresas de tecnologia de se adaptarem ao clima econômico global, caracterizado por inflação elevada e taxas de juros em ascensão. As medidas visam não apenas a reestruturação interna, mas também a resposta a um cenário desafiador que afeta a lucratividade de grandes conglomerados em setores variados.
Indicadores e análises
Com aproximadamente 228.000 funcionários globalmente, a Panasonic adotará cortes de pessoal principalmente no Japão e no exterior, através da consolidação de operações e encerramento de negócios deficitários. A expectativa é de um declínio de 13% no lucro operacional total, projetando-se 370 bilhões de ienes. Além disso, a meta é alcançar um retorno sobre o patrimônio líquido de 10% até março de 2029. “A reestruturação da empresa visa melhorar a lucratividade do grupo e busca alcançar um retorno sobre o patrimônio líquido — uma medida de lucratividade — de 10% até o ano fiscal que termina em março de 2029,” afirmou a empresa em comunicado.
Impactos e previsões
Os cortes afetam principalmente áreas operacionais e de vendas, refletindo um esforço claro da Panasonic para reavaliar seus investimentos, especialmente na divisão de eletrônicos de consumo. A empresa também previu um significativo aumento de 39% no lucro operacional de seu setor de energia voltado para baterias de veículos elétricos até março de 2026, prevendo um faturamento de 167 bilhões de ienes neste segmento. “O negócio de energia, que fabrica baterias para a Tesla e outros fabricantes de automóveis, faturou 120,2 bilhões de ienes no ano que terminou em março, abaixo de sua própria previsão,” destacou a empresa.
Essas iniciativas revelam um compromisso em reequilibrar o portfólio e garantir a competitividade da Panasonic no mercado global, que enfrenta desafios constantes. As expectativas são de que o reequacionamento pode, a longo prazo, resultar em maior eficiência e rentabilidade, beneficiando tanto a empresa quanto seus acionistas.
Fonte: (CNN Brasil – Economia)