
São Paulo — InkDesign News —
A integração da inteligência artificial (IA) nas estratégias de segurança cibernética tem se tornado uma necessidade urgente para empresas que buscam se proteger contra os riscos crescentes associados ao avanço das tecnologias adversariais. A adoção de modelos avançados de deep learning e a implementação de arquiteturas geradoras, como as LLM (Large Language Models), têm se destacado no enfrentamento de ameaças em tempo real.
Tecnologia e abordagem
Modelos como o GPT (Generative Pre-trained Transformer) e RAG (Retrieval-Augmented Generation) estão moldando a defesa cibernética, sendo utilizados para automatizar a triagem de alertas e a classificação de vulnerabilidades. Esses sistemas são capazes de processar informações em milissegundos, contrastando com o tempo médio de identificação de ataques que, segundo dados da IBM, é de 181 dias.
Dentre as métricas levadas em consideração, destaca-se a precisão de 98% na classificação de eventos de segurança, possibilitando um aumento significativo na eficiência das equipes de segurança. Entretanto, a escalabilidade desses modelos enfrenta desafios, especialmente no gerenciamento das crescentes complexidades geradas pela proliferação de ferramentas de segurança.
Aplicação e desempenho
As organizações estão investindo mais em soluções de software, que agora representam 40% do orçamento de segurança, superando categorias tradicionais como hardware e serviços terceirizados. As equipes de segurança cibernética que utilizam mais de 75 ferramentas enfrentam perdas de até $18 milhões anuais devido à integração e sobrecarga, evidenciando a necessidade de consolidar plataformas de gestão.
“A complexidade em si se tornou a maior vulnerabilidade das empresas.”
(“Complexity itself has become the enterprise’s greatest cybersecurity vulnerability.”)— George Kurtz, CEO, CrowdStrike
AaaS (AI as a Service) e soluções de resposta estendida (XDR) estão se tornando comuns, produzindo uma abordagem mais integrada. Essas plataformas oferecem não apenas análises em tempo real, mas também remediação automatizada, permitindo que as SOCs (Security Operations Centers) neutralizem ameaças de forma mais eficaz.
Impacto e mercado
Com previsões de aumento de 10% nos orçamentos de segurança nos próximos 12 meses, especialmente na região da Ásia-Pacífico, empresas estão buscando mitigação ativa contra ataques gerados por IA, que têm se tornado cada vez mais sofisticados. Os líderes em segurança cibernética destacam a importância da gestão de identidades como uma resposta crítica à crise de credenciais.
“A gestão de identidades de máquinas se tornou essencial para mitigar novas ameaças.”
(“Scaling machine identity management has become mission-critical to mitigating emerging threats.”)— Forrester Research
Os CISOs devem priorizar a adoção de padrões de criptografia pós-quântica para proteger dados sensíveis e garantir uma estratégia de defesa robusta diante das vulnerabilidades emergentes.
Ao se adequar a essa nova realidade, o setor de segurança cibernética precisa se transformar continuamente, investindo em tecnologias que garantam maior resiliência e eficácia nas operações. O próximo passo envolve a consolidação das ferramentas de segurança no nível de inferência da IA, preparando as empresas para enfrentar um cenário de ameaças cada vez mais complexo.
Fonte: (VentureBeat – AI)