
São Paulo — InkDesign News — A Commonwealth Fusion Systems (CFS), uma startup focada em energia renovável, arrecadou US$ 863 milhões para avançar na pesquisa e desenvolvimento de fusão nuclear, buscando criar uma fonte de energia sustentável e quase ilimitada.
Tecnologia renovável
A fusão nuclear tem sido considerada uma promessa de energia renovável, podendo oferecer uma alternativa eficaz às fontes de energia convencionais. Com a recente rodada de investimento, a CFS totaliza quase US$ 3 bilhões em financiamentos, liderando o setor de startups de fusão. O CEO Bob Mumgaard afirmou: “Nós estamos continuando nossa tendência aqui de olhar para o mundo e dizer: ‘Como podemos avançar a fusão o mais rápido possível?’”
(“We’re continuing our trend here of looking into the world and saying, ‘How do we advance fusion as fast as possible?’”)— Bob Mumgaard, CEO, Commonwealth Fusion Systems.
Redução de CO₂
A transição para energia a partir da fusão promete significativas emissões evitadas, especialmente em comparação com combustíveis fósseis. Em um processo de fusão, átomos são comprimidos e aquecidos até formarem um quarto estado da matéria, conhecido como plasma, que libera enormes quantidades de energia. Este desenvolvimento é crucial para atingir metas de neutralidade de carbono no futuro.
Casos de uso
A empresa está atualmente construindo um protótipo de reator chamado Sparc, localizado em um subúrbio de Boston, com previsão de operação para o próximo ano e um objetivo de atingir o ponto de breakeven científico em 2027. Apesar de não ser projetado para fornecer energia ao grid, Sparc é essencial para o sucesso da CFS. O reator Arc, que está em planejamento para a Virgínia, deverá ser a primeira planta de energia em escala comercial da empresa.
“Existem partes da modelagem e da física que ainda não entendemos”
(“There are parts of the modeling and the physics that we don’t yet understand”)— Saskia Mordijck, Professora Associada de Física, College of William and Mary.
Com um grupo diversificado de investidores, incluindo Google e Nvidia, a CFS está posicionada para desenvolver sua cadeia de suprimentos e parcerias necessárias à construção de suas plantas de energia. Um contrato já foi firmado com a Google para a compra de 200 megawatts da planta Arc.
A CFS tem um longo caminho pela frente no desenvolvimento de suas tecnologias, mas a ampliação do apoio financeiro poderá ajudar a acelerar a transição rumo a energias renováveis. A crescente pressão por políticas de sustentabilidade e o aumento da conscientização sobre mudança climática são fatores que contribuem para um cenário mais favorável para inovação nesse setor.
Fonte: (TechCrunch – Climate / GreenTech)