
Curitiba — InkDesign News — Em um esforço para melhorar a saúde ocular de crianças em Curitiba, o projeto “Pequenos Olhares” oferece atendimentos oftalmológicos gratuitos a mil estudantes da rede pública, entre os dias 28 e 29 de agosto de 2025.
Contexto e objetivos
A saúde ocular infantil é uma preocupação crescente nas áreas urbanas, onde o acesso a exames oftalmológicos pode ser limitado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em torno de 19 milhões de crianças no mundo sofrem com problemas de visão, muitos dos quais podem ser prevenidos ou tratados. O projeto visa identificar e atender crianças que apresentam dificuldades visuais, selecionadas com base em testes realizados nas escolas, para que possam receber orientação médica adequada.
Metodologia e resultados
O projeto, promovido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia em parceria com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, envolve uma série de exames que começaram pelo teste de acuidade visual. “As crianças são selecionadas pelas escolas da prefeitura. Os professores fazem essa seleção com base em falhas de testes de visão”, explica a coordenadora do projeto, Bruna Ducca. Os atendimentos são realizados por médicos oftalmologistas que participam de um congresso na cidade, e os alunos voluntários dos cursos de medicina auxiliam nas atividades. Após o exame, se necessário, as crianças recebem óculos que escolhem em uma variedade de armações.
Implicações para a saúde pública
A iniciativa não só busca corrigir problemas de visão, mas também fomentar a conscientização sobre a importância da saúde ocular na infância. O acesso a consultas oftalmológicas é essencial, já que falhas na detecção precoce podem resultar em impactos a longo prazo no desenvolvimento educacional e social das crianças. “Primeiro, elas passam pelo exame de acuidade visual. Depois, pelo exame de estrabismo. E, se necessário, fazem o teste da refração ou teste de grau. E, se necessário, ganham os óculos”, completa Bruna.
O sucesso de programas como o “Pequenos Olhares” pode servir como modelo para políticas públicas voltadas para a Saúde Preventiva, que visem não apenas tratar, mas também prevenir problemas futuros. Para maximizar o impacto, a divulgação das iniciativas deve ser ampliada nas escolas e comunidades, engajando famílias e educadores na importância da saúde dos olhos.
Fonte: (Agência Brasil – Saúde)