
São Paulo — InkDesign News —
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em evento nos Estados Unidos nesta segunda-feira (5) que o governo federal tem como meta consolidar um crescimento econômico anual médio de 3% até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando a importância da estabilidade macroeconômica e reformas estruturantes para alcançar esse objetivo.
Panorama econômico
O cenário global atual destaca a persistência de desafios inflacionários e ajustes nas políticas monetárias internacionais, que impactam a dinâmica dos mercados emergentes. No Brasil, o governo mantém esforços para a implementação de reformas fiscais e incentivo à transição energética. A política econômica adotada desde 2023 busca garantir estabilidade macroeconômica, essencial para criar um ambiente favorável a investimentos, mesmo diante do contexto internacional de incertezas. Eventos recentes, como a participação de Haddad no Milken Institute Global Conference, refletem um diálogo aberto com parceiros estratégicos, incluindo Estados Unidos e União Europeia, visando maior cooperação econômica.
Indicadores e análises
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou crescimento de 2,9% em 2023, início do atual mandato presidencial, e 3,4% no primeiro trimestre de 2024. Contudo, a projeção oficial do governo para o ano corrente é de expansão de 2,3%, enquanto o Banco Central estima crescimento mais modesto, de 1,9%. Segundo Haddad, alcançar uma taxa média anual de 3% até 2026 dependerá da continuidade das medidas adotadas, incluindo a aprovação da reforma tributária e avanços nos mercados de carbono e crédito.
“Eu acredito que nós vamos consolidar uma compreensão de que o Brasil pode crescer a uma taxa mínima de 3%. O conjunto de projetos que o país já tem disponíveis, se nós continuarmos com o plano que foi apresentado ao país depois da eleição de 2022, se nós não nos desviarmos daquilo que foi combinado com a sociedade, nós temos a condição de chegar na final do mandato [atingindo esta taxa]”
(“I believe we will consolidate an understanding that Brazil can grow at a minimum rate of 3%. The set of projects that the country already has available, if we continue with the plan presented after the 2022 election, if we do not deviate from what was agreed with society, we have the condition to reach the end of the term [achieving this rate]”)— Fernando Haddad, Ministro da Fazenda
Impactos e previsões
O crescimento sustentável projetado poderá reforçar a posição do Brasil como parceiro estratégico global e potência verde, ampliando investimentos internacionais no país. Haddad enfatizou o papel da transição energética e do aprimoramento do ambiente de negócios como fatores fundamentais para assegurar o avanço econômico. No contexto geopolítico, o Brasil mantém boas relações com blocos econômicos diversificados, mesmo diante do “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos na gestão anterior, reforçando o interesse em dialogar e expandir parcerias comerciais.
“Porque isso para nós é uma espécie de piso a partir do qual nós podemos voltar a sonhar com uma economia mais sólida e mais justa do ponto de vista social”
(“Because for us this is a kind of floor from which we can dream again of a more solid and socially just economy”)— Fernando Haddad, Ministro da Fazenda
Em meio a essas ações, o governo pretende também continuar avançando na aprovação de reformas estruturais e estimular o mercado de capitais, para manter fluxo de investimentos que impulsionem o crescimento econômico médio de 3% anual.
Fonte: (CNN Brasil – Economia)