
São Paulo — InkDesign News — A robótica e a automação avançam com o desenvolvimento de robôs e drones focados em sustentabilidade, utilizando sensores de alta precisão, inteligência artificial para controle e operação autônoma, e atuadores eficientes para melhorar processos industriais e ambientais.
Tecnologia aplicada
Os sistemas robóticos incorporam sensores como câmeras RGB-D para visão computacional, LiDAR para mapeamento, sensores químicos para identificação de materiais e atuadores elétricos otimizados para precisão e consumo reduzido. Algoritmos de inteligência artificial fazem a detecção automática de objetos em ambientes industriais variados, com tempo de resposta reduzido para ações de manipulação e separação de resíduos. Drones autônomos empregam sensores GPS e inerciais para navegação em missões de coleta ambiental.
Desenvolvimento e testes
Os robôs são testados em ambientes industriais reais, como usinas de reciclagem e fazendas autônomas, realizando milhares de ciclos de operação diária com alta taxa de acerto na separação de materiais. Plataformas agrícolas utilizam veículos elétricos autônomos equipados com câmeras multiespectrais para monitoramento de plantações, operando com autonomia para varredura de extensas áreas agrícolas, minimizando impactos como compactação do solo. Testes em lagos e oceanos validam robôs coletando plástico flutuante com drones subaquáticos e superfícies aquáticas equipados com sensores de detecção de resíduos sólidos.
Impacto e aplicações
Robôs para reciclagem aumentam a eficiência da recuperação de materiais em até 30%, conforme dados de usinas que adotaram braços robóticos e IA para triagem automatizada. Veículos agrícolas autônomos eletrificados melhoram a precisão na aplicação de insumos, reduzindo o uso de químicos. Drones e robôs aquáticos contribuem para a limpeza de corpos hídricos, removendo milhares de fragmentos plásticos. A fabricação de robôs com componentes reciclados e impressão 3D local reduz a pegada ambiental e melhora a sustentabilidade da cadeia produtiva. Pesquisas avançam em robôs que se autopropulsam e autoreparam, ampliando o ciclo de vida útil e a operacionalidade em ambientes remotos, incluindo exploração fora do planeta.
“Devido à IA e aos braços robóticos, vimos as plantas recuperarem 10, 20, 30% mais do que antes,” disse JD Ambati, CEO da EverestLabs. “Eles estavam perdendo milhões de dólares no aterro, e a IA permitiu identificar o valor dessas perdas e usar braços robóticos para capturá-las.”
(“Because of AI, because of the robotic arms, we have seen plants recover 10, 20, 30% more than what they have been doing previously,” said JD Ambati, CEO of EverestLabs. “They have been losing millions of dollars to the landfill, and because of AI, they were able to identify the value of the losses and deploy robotic arms to capture that.”)— JD Ambati, CEO, EverestLabs
“O tempo está maduro para uma prática como o garbatrage, tanto por razões de sustentabilidade quanto pelas recentes dificuldades globais de fornecimento e comércio internacional,” afirmam pesquisadores da Cornell University sobre a reutilização de componentes eletrônicos em robótica.
(“The time is ripe for a practice like garbatrage, both for sustainability reasons and considering the global supply shortages and international trade issues of the last few years,” the researchers said.)— Wendy Ju e Ilan Mandel, Cornell University
As próximas etapas envolvem a integração ampliada de robôs solares e eólicos autossuficientes, modulares e capazes de autoreparação, além da expansão da agricultura de precisão e da limpeza ambiental automatizada com múltiplas unidades robóticas colaborativas.
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Fonte: (Robohub – Robótica & Automação)